________________ NOTÍCIAS 2002 _______________
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PALESTRA EM SÃO PAULO DISCUTE RAMO DA GEOLOGIA LIGADO À ENGENHARIA E MEIO AMBIENTE
A geologia de engenharia, uma das ramificações práticas da geologia, é a ciência que trata das relações entre o meio físico e o tipo de uso que se faz dele. Ela responde a questões como onde dispor o lixo sem que contamine os lençóis freáticos ou o que fazer dos resíduos industriais, explica o geólogo Álvaro Rodrigues dos Santos (santosalvaro@uol.com.br), que realizou dia 21 de agosto a palestra "Geologia de engenharia: conceitos, métodos e prática", no Instituto de geociências da USP (IGc-USP).
Voltada para os alunos de graduação, a palestra faz parte de uma iniciativa do Instituto de Geociências de levar informações do exercício profissional, através de geólogos já formados, aos futuros profissionais.
Texto completo da notícia pode ser encontrado aqui.
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ABERTO O PROCESSO ELEITORAL PARA A APG-RJ - BIÊNIO 2003-2004
Durante a Assembleia Geral Ordinária ocorrida no dia 05/09, foi eleita a Comissão Eleitoral que conduzirá o pleito para eleger a nova diretoria da Entidade, biênio 2003/2004. As pessoas eleitas foram Luis Marcelo Mourão, da CPRM, Benedito Souza Gomes e Rogério Antunes, ambos da Petrobrás. Brevemente informaremos os procedimentos para o pleito. Na Assembléia também foram aprovados documentos e moções analisando os setores mineral, de petróleo, e de outras áreas afetas à ação dos geólogos. Os textos aprovados servirão de base às posições da APG-RJ no Conselho de Representantes da FEBRAGEO e contribuirão para o documento em formulação por essa Federação, a ser encaminhado aos candidatos à Presidência da República. Conheça os textos recebidos nos anexos: petroleo e energia, setor mineral e gestão territorial.. O terceiro assunto tratado na Assembléia foi a análise e a aprovação da proposta de projeto que altera dispositivo da Lei 4076/62, que define a profissão de Geólogo e/ou Engenheiro Geólogo, elaborado pelo Geólogo Nivaldo Bósio, Diretor de Relações Sindicais da FEBRAGEO. Conheça o texto aqui.
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NOVAS PORTARIAS DO DNPM
(16/08/02)
Portaria nº 350, do Diretor-Geral do DNPM, sobre ocorrência de substâncias minerais não garimpáveis nas áreas estabelecidas para garimpagem, substância mineral garimpável em áreas objeto de licenciamento, autorização de pesquisa, concessão de lavra, manifesto de mina ou registro de extração. Veja em http://www.dnpm.gov.br/pdg350-02.html
Portaria do Diretor-Geral do DNPM, criando Grupo de Trabalho para elaborar as seguintes propostas: 1. Instituição de uma nova classificação para as águas minerais; 2. Instituição de uma norma técnica referente à "Aplicação de Ozônio na Indústria de Água Mineral". Veja em http://www.dnpm.gov.br/pdn33702.html
DNPM presta novo serviço à sociedade - Comissão de Ética - com toda a sua Legislação e um link direto para o cidadão falar com a Comissão. Veja em http://www.dnpm.gov.br/coetica.html
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PORTAL DE RECURSOS HÍDRICOS
(16/08/02)
O Programa Prossiga/IBICT e o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos - CGEE, acabam de lançar o Portal de Recursos Hídricos, no Forum de Inovação Tecnologica.
O Portal contém informações sobre a gestão da água no País e no exterior, dados atualizados sobre os projetos e programas desenvolvidos com recursos do Fundo etorial de REcursos Hídricos (CTHidro).
Veja em www.prossiga.br/recursoshidricos
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ANGLO AMERICAN TEM INTERESSE NA VALE DO RIO DOCE
(02/08/2002)
Fonte: Jornal do Brasil
Grupo brasileiro nega fusão que resultaria na maior mineradora mundial
A Anglo American, gigante do ramo da mineração, está interessada na Companhia Vale do Rio Doce, diversificado grupo brasileiro do ramo. A Anglo foi uma das companhias que participaram da concorrência que privatizou a Vale em 1997.
Veja notícia completa aqui.
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PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 002, DE 18 DE JULHO DE 2002
(29/07/02)
Dos Ministros de Estado de Minas e Energia, da Ciência e Tecnologia, da Cultura e do Esporte e Turismo criando Grupo de Trabalho com o objetivo de implementar a revitalização do Museu de Ciências da Terra, com sede no Palácio da Geologia, na Avenida Pasteur, 404, cidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, que deverá atuar como um Centro Científico e Cultural da Geologia e dos Recursos Minerais do Brasil.
Veja no endereço http://www.dnpm.gov.br/pinter0202.html
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SEMINÁRIO EM MANAUS DEBATE MEIO AMBIENTE, GÁS E PETRÓLEO NA
AMAZÔNIA
25/07/2002
A questão do desenvolvimento sustentável na Amazônia, alinhada à matriz
energética, será tema de debate promovido pela Confea - Comissão de
Assuntos Nacionais do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e
Agronomia, em parceria com o CREA-AM - Conselho Regional do Amazonas, a se
realizar no dia 30 de julho, no Tropical Hotel Manaus, das 8h30 às 17h30,
em Manaus (AM).
Entre os temas abordados destacam-se: "Potencial Energético da Amazônia,
Gás e Petróleo"; "Gestão do Meio Ambiente"; "Transporte de Gás na
Amazônia"; "Mercado de Trabalho e Formação Profissional na Área de Gás e
Petróleo". O evento é aberto a todos os profissionais do Sistema
Confea/Crea e demais interessados no assunto.
A programação faz parte do projeto Fóruns Temáticos do Confea, que vem
sendo desenvolvido nos últimos dois anos, em parceria com os Creas de todo
o Brasil, instituições e entidades organizadas da sociedade e órgãos
governamentais, com o objetivo de promover um amplo debate sobre assuntos
relevantes de interesse nacional, tais como a questão da cidadania,
matrizes energéticas, gestão de recursos hídricos, entre outros.
As inscrições para o seminário Meio Ambiente, Gás e Petróleo na Amazônia
são gratuitas e as vagas limitadas. Informações pelo telefone: 627.9119 /
627.9121.
Extraido do sítio: www.ambientebrasil.com.br
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COMISSÃO AVALIA SE CASSA LICENÇA PRÉVIA PARA CONSTRUÇÃO DA
TERMELÉTRICA SEPETIBA NO RJ
25/07/2002
A Ceca - Comissão Estadual de Controle Ambiental do Rio de Janeiro tem dez
dias, a contar desta quinta-feira, para decidir se cassa a licença prévia
para a construção da termelétrica Sepetiba, em Itaguaí, na Região
Metropolitana do Rio. Para produzir energia, a termelétrica utilizaria
carvão como combustível, considerado um dos mais nocivos ao meio ambiente.
A licença foi concedida o ano passado pela Feema - Fundação Estadual de
Engenharia do Meio Ambiente.
O secretário estadual de Meio Ambiente, Listz Vieira, explica que o prazo
de dez dias é necessário para a elaboração do parecer técnico que está
sendo preparado pela Coppe - Coordenadoria de Programas de Pós-Graduação em
Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). De acordo com
o secretário, a usina representa um retrocesso ambiental e a construção da
unidade é inaceitável.
Extraido do sítio www.ambientebrasil.com.r
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CARUARU/PE SOFRE ABALOS SÍSMICOS
(17/07/2002-Agência Brasil)
A população de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, a 135 quilômetros de Recife, está temerosa diante dos sucessivos abalos sísmicos. Do início do mês até agora, mais de 500 tremores de terra foram registrados pelos pesquisadores da UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que
há vários anos estudam o fenômeno na região.
Após visita aos bairros da Grande Caruaru, os técnicos verificaram que o centro da cidade é o local atingido com maior intensidade pelos abalos, cujos excessos danificaram o sismógrafo instalado no povoado de Carapotós, zona rural do município.
Com a troca do equipamento, foram contabilizados nas últimas 12 horas 54 tremores, porém apenas três foram observados pela população, um deles na manhã do dia 13, com 2,2 graus na escala Richter.
De acordo com o pesquidador da UFRN, Eduardo Alexandre Menezes, os tremores de terra são provenientes do movimento das rochas no subsolo. Os técnicos da UFRN voltarão a Caruaru no final deste mês para recolher dados sobre os abalos registrados a partir desta terça-feira até o dia 31.
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JUINA E OS DIAMANTES
Multinacional nega descoberta recente de jazida de diamantes em Juina
(18/07/2002, Folha do Estado, Cuiabá)
A notícia sobre a descoberta do que seria a maior jazida de diamantes do Brasil, em Juína (750 quilômetros ao Norte de Cuiabá) chegou ao conhecimento público com atraso de pelo menos duas décadas. E seus números podem não ser tão espetaculares quanto sugeriram jornais e sites de notícias na última semana.
De acordo a direção da mineradora Diagem International, estatal canadense que detém direitos de exploração da área, vários erros técnicos e de interpretação fizeram parte da reportagem que deu origem ao burburinho, feita pela Gazeta Mercantil.
Estes equívocos estariam causando turbulências no mercado mundial do diamante. "A notícia causou um tremendo impacto no Canadá e nos Estados Unidos. Mas estava baseada em um mal-entendido. Aqueles valores não têm significado algum", relatou o gerente-delegado da Diagem do Brasil, José Aldo Duarte Ferraz, por telefone ao 24 Horas News.
A empresa, dona de 120 mil hectares de alvarás de pesquisas minerais na chamada Província Diamantífera de Aripuanã (descoberta no início da década 1980. Hoje, território de Juína), alega que o jornal conseguiu parte da informação por meio de um boletim informativo enviado exclusivamente à direção-geral da empresa, no Canadá.
A outra parte teria sido obtida por telefone, em Juína, junto ao próprio gerente-delegado. "O problema é que o relatório enviado ao Canadá se referia a uma outra provável jazida, pertencente a uma empresa irmã que também atua nesta região", afirma Duarte Ferraz, que na entrevista em questão garante ter se limitado aos planos de exploração da Diagem.
"Nós anunciamos o início da exploração de uma jazida que, de fato, foi descoberta em 1980, mas em relação à qual somente agora foram concluídos os estudos de viabilidade econômica. É nessa jazida que iremos investir os US$ 8 milhões que o jornal divulgou", corrige.
A junção dessas partes resultou em informações incorretas, diz o diretor. Segundo ele, não se pode avaliar uma jazida simplesmente multiplicando-se o número de quilates pelo valor médio em vigor no mercado. "Isso ficou por conta do jornalista, mas não é correto em função dos vários fatores que compõem este cálculo. A dificuldade de se extrair o diamante, por exemplo, pode interferir no preço do quilate".
A máquina (planta) adquirida por US$ 600 mil para extrair o diamante, que segundo a reportagem iria processar 20 mil toneladas de minério por hora, na verdade irá responder por no máximo 20 toneladas/hora, continua o gerente.
Ele acredita que a Província Diamantífera de Juína seja mesmo a maior jazida de diamantes do Brasil. Isso, reitera, somando-se o potencial dos cerca de dez corpos kimberlíticos (rochas que geralmente indicam a presença de diamantes) descobertos pela multinacional sul-africana De Beers em 1980.
Mas não concorda que o mesmo tratamento seja dado à lavra a ser iniciada em janeiro de 2003 pela Diagem. "No Brasil não há um corpo como este em lavra. Se existe um mérito, é o de sermos os primeiros a conseguir viabilizar economicamente a extração do diamante no kimberlito".
Rodrigo Vargas
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DESCOBERTA EM JUINA A MAIOR MINA DE DIAMANTES DO BRASIL
(Folha do Estado, 18/07/2002, Cuiabá, MT)
O Estado de Mato Grosso deve manter o título de maior produtor de diamante do País. Isso porque foi descoberta no município de Juína, localizado a 724 quilômetros de Cuiabá, a maior mina do mineral no Brasil. A cidade mato-grossense, líder na produção do mineral, vai aumentar ainda mais sua capacidade no setor.
A reserva está avaliada em US$ 350 milhões, e concentra um total de 14 milhões de toneladas de minério de diamante industrial com teor de 0,5 quilate por tonelada, o que representa um depósito de 7 milhões de quilates. A pesquisa na região de Juína e a descoberta da jazida foram feitas pelo grupo canadense Diagem Internacional Resource Corp. Segundo informações do gerente do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Amóss de Melo Oliveira, a produção de diamante em Mato Grosso foi de aproximadamente 500 mil quilates em 2001. Em todo o País a produção chegou a 700 mil quilates.
Segundo ele, a reserva descoberta em Juína se destaca de várias outras no Estado por ter diamante encravado na rocha-mãe, o qual deve ser explorado por indústrias especializadas e com máquinas apropriadas. Apesar de ser de difícil exploração a jazida é realmente viável, prossegue ele. "Existem centenas de corpos kimberlíticos (rochas que dão origem aos diamantes) descobertos em Mato Grosso, em Minas Gerais, em Rondônia e no Maranhão, mas nenhum até agora havia apresentado viabilidade técnico-econômica", informa o especialista em diamantes do DNPM.
O especialista explica que a produção de diamante no País está em baixa devido à sua vocação original. Ou seja, o mineral é proveniente, na sua maioria, de atividade garimpeira. "Houve a diminuição com o fortalecimento das ações dos ecologistas, que impediu um pouco a forma de exploração garimpeira", complementou. Justamente por esse motivo a exploração da jazida de Juína vale a pena, pois a atividade que deve ser instalada no local é diferente da tradicional.
A reserva descoberta em Mato Grosso pode revitalizar também o valor de comercialização da pedra regional. Segundo Oliveira, apesar do Estado ser o maior produtor do mineral, o preço do diamante mato-grossense ainda é inferior ao de outros mercados, devido à qualidade do produto. Enquanto o diamante de Juína é vendido a US$ 25,00 o quilate, em outras regiões o preço pode atingir até US$ 120 o quilate. Essa realidade pode mudar.
Em entrevista concedida a um jornal de circulação nacional, o gerente-delegado da Diagem no Brasil, José Aldo Duarte Ferraz, disse que o estudo de viabilidade da jazida está pronto e o plano de aproveitamento da lavra deve ser concluído até janeiro do ano que vem. "O DMPN só poderá comentar sobre o período que a jazida vai começar a gerar lucro depois que receber o plano de aproveitamento econômico da empresa, que tem o prazo até o ano que vem para entregar o documento", finalizou Oliveira.
A Diagem anunciou que vai investir US$ 8 milhões para explorar a jazida de Juína. Inicialmente, a usina de beneficiamento vai processar 20 mil toneladas de minério de diamante por hora.
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MORRE GEÓLOGO NO RIO DE JANEIRO, VÍTIMA DA VIOLÊNCIA QUE ASSOLA A NOSSA CIDADE E O PAÍS.
(01/07/02)
É com pesar que comunicamos o falecimento do amigo, colega e companheiro, EMILIANO CORNÉLIO DE SOUZA, no dia 22 passado. Emiliano era aposentado pela CPRM, e lutou contra a morte durante 45 dias, após ser vítima de um assalto.
Veja mais detalhes em "Notícias".
EMILIANO CORNÉLIO DE SOUZA diplomou-se pela Escola de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1967, tornando-se especialista em rochas graníticas, após curso de aperfeiçoamento na Alemanha.
Iniciou sua vida profissional na CPRM - Serviço Geológico do Brasil, na Amazônia, Porto Velho, tendo realizado importante contribuição sobre a Geologia da Província Estanífera de Rondônia. De volta ao Rio de Janeiro, em 1975, no Departamento de Geologia - DEGEO/CPRM, assumiu, no período de 1994-1996, a chefia do departamento.
No DEGEO elaborou o primeiro Glossário sobre Rochas Graníticas, em língua portuguesa. Realizou intensa e minuciosa análise sobre a Petroquímica dos Granitóides de diversas províncias geológicas brasileiras. Sua participação na elaboração do Mapa Geológico do Brasil e da Área Oceânica Adjacente, escala 1:2.500.000, publicado em 1981, permitiu sintetizar todo esse conhecimento.
Sua contribuição no entendimento das relações entre as diversas fases de magmatismo e as mineralizações de ouro na Província Mineral do Tapajós foi sua última obra, tendo se aposentado o ano passado.
Faleceu, no último dia 22, no hospital em Ipanema, Rio de Janeiro, aos 59 anos, vítima da violência que domina o país, após cerca de 45 dias hospitalizado. Deixa viúva Dona Eline e três filhas Ione, Helen e Emilene, todas universitárias, e dois netos.
FEBRAGEO elabora nota a respeito. O presidente da APG-RJ também emite nota.
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